Desafios e oportunidades para OSCs em 2025: como se antecipar às tendências do Terceiro Setor

 

Os dados atualizados do Mapa das Organizações da Sociedade Civil (OSC) nacional divulgou no mês de outubro, que já existem 897.054 instituições em atividade no Brasil. No estudo realizado pela organização foi identificado que houve crescimento de mais de 40% no número de novas organizações (considerando o intervalo de 2010 e 2023).

Vale acrescentar que as instituições desempenham um papel essencial na promoção de mudanças sociais, ao unir pessoas com objetivo de apoiar as comunidades e trabalharem juntas pelo bem coletivo. Contudo, como se mantém funcionando por meio de doações, o maior desafio é manter o recebimento estável dos beneficiários e ainda conquistar novos apoiadores.

Lembrando que as OSC precisam administrar problemas, como: financiamento, deficiências tecnológicas, problemas de liderança e dificuldades de colaboradores e ainda, voluntários. Contudo, essas situações podem ser contornadas com planejamento, processos e tecnologia adequada ao modo de trabalho.

Desse modo, procuramos apresentar algumas dicas de tendências para as instituições que desejam melhorar a administração, aumentar o número de captação de recursos e, consequentemente, de pessoas atendidas. Continue a leitura e saiba como isso é possível.


Cenário atual das OSC’s no território brasileiro

Como citado no início do texto, o país se aproxima de 900 mil instituições do terceiro setor, cujo objetivo é esclarecer a sociedade sobre o trabalho que realizam. Além disso, os grupos acreditam que tornando-se independentes financeiramente, podem aumentar o impacto social positivo na sociedade.

A título de exemplificação, o Movimento Sociedade Civil divulgou uma pesquisa que revela o pensamento da população brasileira sobre as OSC’s. Na avaliação dos entrevistados, 65% dos brasileiros compreendem o papel desempenhado pelas instituições, enquanto 58% dos respondentes afirmaram que os grupos de trabalho levam benefícios a quem realmente precisa.

Confirmando a opinião dos cidadãos brasileiros, outra pesquisa da iniciativa privada (FIA) apontou que até o final de 2023, as OSC’s somaram 4,27% no PIB (Produto Interno Bruto) nacional. Em outras palavras, as organizações além de ajudarem diferentes causas sociais, ainda foram responsáveis pela contratação de 6 milhões de pessoas, de modo direto e indireto.

No entanto, o principal desafio das instituições ainda é a aquisição e manutenção de doadores, além de obter recursos, funcionários e voluntários que estejam comprometidos em permanecer no grupo por um período mais longo. Lembrando que a rotatividade de pessoas prejudica o bom andamento dos projetos.

Vale esclarecer que a finalidade das OSC’s brasileiras estão ligadas aos seguintes setores: saúde (145,6%), Associações Patronais e Profissionais (30,8%) Desenvolvimento e Defesa dos Direitos e Interesses da População e Religião, com mais de 30% de instituições.

Quais as tendências de projetos e ações de OSCs para 2025?

O ano de 2025 promete ser desafiador para as OSC’s em todo o mundo. Na Europa, por exemplo, os representantes divulgaram que o cenário de financiamentos e doações pode ficar instável em razão do conflito entre Rússia e Ucrânia. O reflexo será uma redução acentuada de recursos para as instituições.

Em contrapartida, organizações internacionais como a BOND, destacam que a melhor alternativa para as instituições, será diversificar as fontes de financiamentos, de modo a sustentarem as atividades em execução. Mais do que nunca, será necessário uma gestão eficiente, pautada na transparência de prestação de serviços e buscando apoio no setor empresarial.

Com esse entendimento, vamos elencar algumas oportunidades que as OSC’s podem avaliar para 2025:

– Subsídios internacionais: é importante esclarecer que subsídios são uma ferramenta positiva para as instituições implementarem no plano atual de arrecadação de fundos. O suporte financeiro é proveniente de várias fontes, entre as quais: agências governamentais e fundações privadas, as quais não precisam ser reembolsadas.
– Community Development Blog Grant: é um programa que auxilia OSC’s em áreas com moradia, desenvolvimento econômico e serviços públicos. A organização conta com vários serviços para ajudar a sociedade, principalmente, os moradores de baixa renda. Além dos recursos disponibilizados, são disponibilizadas consultorias administrativas referentes às causas defendidas.
– Rede Mulher Empreendedora: a parceria da Fundação Schwab e do jornal Folha de São Paulo começou em 2017, com objetivo de transformar a realidade social de comunidades brasileiras. O foco do trabalho está em combater o racismo estrutural, melhoria da alfabetização e apoio a comunidades marginalizadas como mulheres negras em situação de trabalho informal.

O case de sucesso do trabalho desenvolvido pelas fundações das duas empresas, com apoio da ONU Mulheres e 280 OSC’s, foi criar o programa Rede Mulher Empreendedora. A iniciativa está impulsionando o desenvolvimento pessoal e econômico das cidadãs brasileiras.

PACT Brasil – Reino Unido: trata-se de um projeto financiado pelo Reino Unido, incentivando países elegíveis com alto potencial para reduzir as emissões de gases, investir em ações de baixo carbono e transição de crescimento limpo. Os recursos são enviados para governos parceiros, como é o caso do Brasil, de modo que seja utilizado em projetos de capacitação para populações residentes em áreas prioritárias (próximas aos biomas).

O mantenedor espera que as OSC’s apresentem uma estratégia de captação de recursos, maior transparência nos critérios de financiamento e governança, permitindo assim, uma melhor distribuição dos recursos entre as instituições com atuação na educação e projetos preventivos de proteção ao meio ambiente.

Tecnologia a serviço da gestão eficiente no terceiro setor

Em primeiro lugar é importante ressaltar que as transformações tecnológicas foram identificadas em todos os setores da sociedade, e nas OSC’s não foi diferente. Os trabalhos realizados manualmente e sujeitos a erros, foram potencializados com a chegada da internet e um verdadeiro arsenal de dispositivos e ferramentas digitais.

Vale acrescentar que as funcionalidades proporcionadas pela tecnologia são muito importantes em projetos de captação de recursos e gestão das instituições que precisam mostrar o máximo de transparência no uso dos recursos.  Nesse sentido, vamos elencar quatro opções essenciais para o bom desenvolvimento das atividades em OSC’s, acompanhe:

– Tecnologia baseada em nuvem: é só lembrarmos do drive do Google ou Microsoft e já temos a resposta do quanto essa tecnologia é importante para uma instituição do terceiro setor. Os recursos mais utilizados são: o armazenamento de dados que podem ser acessados de qualquer lugar, compartilhamento de informações e reuniões de videoconferência.
– CRM na organização das informações: a sigla CRM significa Customer Relationship Management (no português: Gestão de Relacionamento com o Cliente). É um sistema responsável por realizar a gestão 360° de vendas de uma organização, obtendo e armazenando de forma organizada, informações sobre o cliente. No caso das OSC’s, o artefato é utilizado para manter o arquivo atualizado das pessoas assistidas, e ainda, de potenciais doadores ou dos apoiadores do projeto.

Importância de buscar inovação em projetos do terceiro setor

Como foi possível observar, a tecnologia modificou a gestão, transferência de tecnologias e até relações entre empresas e stakeholders. Por esse motivo, é comum entre as OSC’s captar recursos por meio de canais digitais. No entanto, para alcançar novos doadores será preciso ter domínio das ferramentas de informática, do idioma inglês e trocar experiência com organizações que já conquistaram resultados positivos.

Uma informação importante sobre o cenário tecnológico foi divulgada pelo Fórum Econômico Mundial: 70% do valor criado na economia, na próxima década, será baseado em modelos de negócios com plataformas habilitadas digitalmente. Do mesmo modo, 55% de todos os investimentos efetuados em tecnologia da informação e comunicação (TIC) até o final de 2024 serão focados em transformações digitais.

Entendeu como é importante manter-se atualizado e multiplicar as informações com seus colaboradores? Uma equipe qualificada tem mais chances de captar recursos, tanto no Brasil, quanto em outros continentes. E isso só acontecerá com conhecimento.

Por esse motivo, o IGAM – Instituto Genésio A. Mendes tem a missão de desenvolver e fortalecer as OSC’s, oferecendo capacitações em temas fundamentais para o setor, entre os quais: gestão, elaboração de projetos e mobilização de recursos.

Entendemos que assim, as OSC’s ficarão mais fortalecidas e preparadas para novos desafios, em termos de projetos e ações em prol da sociedade. Acesse nosso site e conheça os serviços prestados para sua organização.